Dossiê Sissako (Ebook)

Em junho de 2017, Abderrahmane Sissako realizou uma conferência no Cine-Theatro Cachoeirano, encerrando uma mostra que exibia  parte de sua filmografia. A Mostra Sissako realizada pelo Cineclube Mário Gusmão, percorreu diferentes lugares da cidade de Cachoeira e exibiu sete filmes, entre curtas e longas.

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Após a mostra, na tentativa de seguir elaborando sobre os diálogos com e a partir dos filmes, o Cineclube lançou uma chamada de textos convidando toda e qualquer pessoa interessada em escrever sobre os filmes exibidos, sobre a poética do cineasta ou  mesmo relatos de experiência sobre a mostra. A chamada  tinha com objetivo a construção do Dossiê Sissako.

Com imensa alegria, divulgamos e disponibilizamos para download o dossiê que reúne cinco textos de diferentes autores e a tradução da conversa que tivemos com Sissako na tarde do dia 06 de junho.

Ebook – Dossiê Sissako

 

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Foto: Silvia Leme

Clique aqui para ver online o dossiê

CARTOGRAFIA DA ARTES – CONTINENTE AFRICANO

Cartografia como método de compreensão de novas territorialidades

Movidos pelo desejo de criar visualidade para compreensão dos textos estruturantes do grupo de pesquisa Áfricas nas Artes, demos início ao “Mapeamento de artistas modernos e contemporâneos do continente africano” que têm como intuito a utilização da ferramenta de geolocalização digital Googlemaps de forma colaborativa para criar uma cartografia específica da arte. O projeto surgiu na disciplina que deu origem ao grupo: Introdução às artes do continente africano do curso de Artes Visuais da UFRB, sendo iniciado a partir de uma ferramenta sugerida pelo discente Edelsio Lima de Sousa Jr. e desenvolvido conjuntamente com Silvia Leme e Rafael Moitinho.

Optamos por pesquisar artistas oriundos de países africanos que atuam na produção artística moderna e contemporânea, estimulando uma compreensão de uma África plural, seja no simples ato de reafirmar um continente vasto composto por 54 países, seja pelos desdobramentos também múltiplos que facilitam a compreensão dos espaços geográficos, políticos/sociais e artísticos do continente. Trata-se de enfatizar a rica e variada produção artística e os diferentes modos de relação com a realidade local e com o sistema internacional das artes, além de contribuir para desconstrução de estereótipos ou invisibilidades construídos ao longo da história da arte. 

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                                                                                 Postagem realizada por Silvia Leme
graduanda em Artes Visuais pela UFRB dá continuidade à pesquisa como voluntária PIBIC sob orientação da docente Emi Koide e colaboração dos discentes que compõe o grupo de pesquisa e extensão África nas Artes.

Grupo de Pesquisa e Extensão Áfricas nas Artes

EMI

Emi Koide é docente do curso de artes visuais do CAHL – UFRB, desenvolve pesquisas na área de história da arte africana moderna e contemporânea, perspectivas transculturais em história da arte. Coordena o grupo de pesquisa e extensão Áfricas nas Artes

 

 

AMALIA
Amália Coelho, mestranda no PPGCOM (UFRB) bacharel em Antropologia pela UFMG, técnico em Áudio e Vídeo pela OI KABUM- BH, desenvolve projetos como pesquisadora, artista e produtora ligados às populações afro-atlânticas.

 

 

NADSON
Nadson João Santos da Silva, é graduando em Artes visuais. Desenvolve pesquisa em arte e educação patrimonial. Ministra oficinas em desenhos de perspectivas a lápis e carvão além de pinturas de tipográficas.

 

 

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Nathália Luz é Técnica em Audiovisual pela Escola de Arte e Tecnologia Oi Kabum. Co-realizadora de filmes documentário acerca de tradições culturais e religiosas de uma comunidade quilombola em Minas Gerais. Graduanda em Cinema pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

 

 

SILV
Silvia Leme é graduanda em Artes Visuais pela UFRB, profissional independente transita entre as diversas linguagens das artes – especialmente fotografia, áudio-visual, mediação cultural e arte educação. Atua como pesquisadora no grupo de pesquisa e extensão Áfricas nas Artes e colabora com o grupo de extensão Coletivo Novos Cachoeiranos, orquestra do CECULT – UFRB.

 

 

TAMY
Tâmara Cunha de Freitas, estudante de Artes Visuais pela UFRB e bolsista PIBEX pelo grupo Áfricas nas Artes da UFRB. Desenvolve pesquisa em jogos RPG como ferramenta pedagógica no ensino das artes.

 

 

WENDS
Thais Chagas, é graduanda em Artes visuais pela UFRB, bolsista PIBIC-Cnpq pelo grupo Áfricas nas Artes da UFRB. Desenvolve pesquisa em animação 2D e experimental, além de prospectar ferramentas pedagógicas e lúdicas para arte educação.

 

dAMATTA
Marcos da Matta, graduando do curso de Artes Visuais pela UFRB. Artista visual com experiência nas artes tradicionais e arte digital. Trabalha e pesquisa sobre estética e empoderamento negro através da arte. http://www.instagram.com/marcos.damatta

 

Fabio Rodrigues
Fabio Rodrigues Filho é mestrando no PPCGCOM/UFMG, na linha Pragmáticas da Imagem. Tem interesse na crítica, curadoria e programação em cinema. É cineclubista, escreve para o blog Tocar o Cinema e atua como designer gráfico. Realizador do filme-ensaio “Tudo que é apertado rasga” (2019). Graduou-se em Comunicação Social pela UFR​B, e colabora com o grupo Áfricas nas Artes (S).

 

Arte em África (Game Quiz)

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No grupo de pesquisa Áfricas nas Artes, através do projeto Olhares sobre as histórias das artes no continente africano, sob orientação da Profa. Dra. Emi Koide, estudamos aspectos da história da arte africana e desenvolvemos desdobramentos pedagógicos através da criação de material didático em formatos e linguagens diversificadas. A partir de um posicionamento crítico e teórico embasados em artistas e intelectuais importantes para a historização da produção artística africana – principalmente voltados para as produções modernistas e contemporâneas – buscamos outras formas de compreensão sobre as artes em contraponto a um processo de construção de conhecimento hegemônico, seletivo e generalizante.

Visando apresentar uma ferramenta pedagógica e lúdica, complementar aos textos de teóricos que discutem as temáticas das artes africanas e buscar contribuir na visibilidade de artistas, obras, curadores e escritores africanos e diaspórios. O trabalho é coletivo, criando o conjunto de questões que resultam no Game Quiz – a ser integrado no conteúdo de ensino da universidade, assim como para a comunidade local como escolas públicas de ensino médio, cursinhos pre vestibulares e instituições de ensino informal.

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O Quiz Arte em África  consiste em um jogo de perguntas e respostas onde apresentam-se
imagens de obras ou artistas com breves contextualizações para melhor situar os jogadores quanto às alternativas, aproximando-os assim dos textos que compõem o referencial teórico do jogo. A versão digital foi desenvolvida a partir das funções de hiperlink da plataforma de apresentações PowerPoint – software acessível e leve que possibilita desenvolvimento de jogos simples, apresentações interativas e mini-animações.
 Sua versão analógica traz um recorte de questões da versão digital entretanto apresenta um sistema de pontuação e desafios que tornam esse formato dinâmico. O modo digital e analógico estão disponíveis gratuitamente para download nos links a seguir.

Digital

https://drive.google.com/file/d/1d3YOaaWxvCXLXTiOkciPmzOuqT32yO2F/view?usp=sharing

Obs.: Para versão digital recomenda se o uso do PowerPoint ou leitor PowerPoint para o melhor funcionamento do game, outras plataformas podem desconfigurar as funções hiperlinks pode ser utilizados em computadores, smartfones e tablets.

Analógico

https://drive.google.com/file/d/1KCml8EXT7Kq4uggygYpoIGrCP3tDwIOV/view?usp=sharing

Obs.: Para versão analógica recomenda se atenção a página de instruções ao final do guia do game. Recomenda se também a impressão das folhas separadamente para possibilitar o recorte e dobradura das cartas.

 

 

Apoio:

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“As Facas para uma Travessia” – Entrevista com Jota Mombaça

Entrevista com Jota Mombaça realizada em 24 de abril de 2018, em Salvador – BA, dentro da conferência Ecos do Atlântico Sul, organizada pelo Instituto Goethe. A entrevista foi feita pelo Grupo de pesquisa e extensão África nas Artes (CAHL/UFRB) e está divida em cinco partes.

Jota Mombaça é uma bicha não binária, nascida e criada no Nordeste do Brasil, que escreve, performa e faz estudos acadêmicos em torno das relações entre monstruosidade e humanidade, anti-colonialidade, redistribuição da violência e ficção visionária.

A entrevista a seguir é uma conversa a partir da performance de Mombaça, “A gente combinamos de não morrer“, inspirada no obra homônima da escritora Conceição Evaristo, realizada na Conferência Ecos do Atlântico Sul.

 

 

Ficha técnica:

Entrevistador: Fabio Rodrigues Filho / Fotografia: Sílvia Leme / Montagem: Fabio Rodrigues / Orientação: profa. Dra. Emi Koide

 

Oficina de introdução aos jogos tradicionais africanos com Profa. Elizabethde Jesus da Silva

No sábado, dia 28/07/2018, tivemos um worskhop introdutório sobre jogos tradicionais africanos com a professora e pesquisadora Elizabeth Jesus da Silva (doutora em Educação pela UFBA) como parte das atividades do grupo de pesquisa e extensão, aberto a estudantes da disciplina de introdução às artes do continente africano e demais interessados. Apresentando alguns dos jogos principais como Mancala, Shisima, Yote  e Fanorona, Elizabeth falou sobre as origens e variantes dos jogos, bem como da experiência do seu uso em sala de aula no contexto do ensino fundamental e médio em escolas públicas.  Tivemos também a participação mais do que especial do Prof. Kabengele Munanga na oficina.

Trata-se de utilizar os jogos como mediadores no ensino de história, bem como eu uso transversal em conjunto com outras disciplinas como matemática, desenho geométrico, artes, geografia, além de proporcionar a integração com narrativas e lendas. No uso dos jogos, a pesquisadora destacou a desconstrução dos estereótipos do continente africano frequentemente tratado como um “único país”, atentando para a diversidade cultural nos países com suas respectivas histórias. Também desmontar a imagem exclusivamente negativa do continente que muitas vezes é relacionado com ideias de pobreza, doenças e  com o “primitivo”. Trata-se de reconhecer através dos jogos os saberes, a estratégia e a lógica presentes que depois se desdobram em conhecidos jogos de tabuleiros. Olhar a África em sua diversidade e unidade de modo complexo, bem como local da origem de culturas e tecnologias.  No ensino médio e fundamental, parte-se das imagens e estereótipos dos estudantes para revelar um continente mais complexo. Recomendamos a leitura do artigo “Desafio para o ensino da cultura e história da África: experiência com jogos africanos em escolas públicas” publicado na revista Novos Olhares Sociais, v.1, n.1 (2018) do dossier especial África Brasil.

Depois todos e todas aprenderam a jogar Shisima e Mancala. O primeiro jogo teve origem no Quênia e é uma espécie de jogo da velha; o segundo originou-se no Egito Antigo durante a revolução agrícola, sendo um jogo estratégico de transferência que trabalha com a ideia da semeadura  bem como com o princípio de cooperação. A prática e o processo dos jogos trazem uma dimensão participativa e de outro tipo de engajamento dos corpos em sala de aula, proporcionando aberturas e colaboração.

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